"As portas da perçepção foram abertas, tudo passa a ser como realmente é: infinito". O efêmero passa a ser intenso, mais intenso do que nunca. A vida é vista no seu sentido pleno, nada se esvai a ela. Não há mais fim nem começo, a mentira confunde-se com a verdade, no fundo sempre foi o mesmo. E...O portal da mente é aberto...

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Nada é em vão...


Era um jovem sonhador, feliz. Adorava sentir o vento alisar seu rosto enquanto pedalava com as mãos soltas, imaginava-se voando entre as nuvens. Possuía aquela alegria que apenas as crianças parecem possuir no mundo de hoje.

Todos os dias pela manhã como todos desse mundo cão, ia cumpri suas obrigações. Achava um tanto quanto tão banal tudo aquilo.  

- Bom dia – dizia ao empresário de terno e gravata que o ignorava com pressa.

Não entendia aquele corre-corre ao seu redor. Tantas pessoas, a largos passos, sem chegar a lugar nenhum. Gostava de sentar no banco da pequena praça, e alimentar os pombos. Eles não corriam, pelo contrario, voavam. Eram livres para isso.

No ônibus na volta pra casa, seu sorriso parecia único em meio a rostos tristes, cansados. Lembrou que certa vez havia visto um filme de zumbis ( o que lhe rendera vários pesadelos) , e era exatamente isso que lhe parecia. Riu ao pensar aquilo.

Descendo do ônibus ao passar por um loja viu aquele nariz de palhaço estampado na vitrine. Veio uma vontade súbita de compra-lo, mesmo nutrindo certo medo de palhaços. Retirou suas moedas e comprou meia dúzia daquele item. Tinha uma ideia do que fazer daquilo.

No dia seguinte enquanto sua mãe preparava o café apressada para sair para mais um dia de trabalho, ele surgiu na cozinha com aquele nariz de palhaço, arrancando um sorriso que há muito não via sua mãe soltar.  Objetivo alcançado. Após refletir bastante sobre todos aqueles corpos que caminhavam como zumbis pelas ruas e avenidas, surgiu-lhe a ideia de fazê-las nem que seja por um simples momento sorrir. E que melhor forma do que usando um nariz de palhaço?

Partiu seguindo seu caminho, sorrisos estampavam rostos ao seu redor. Não sabia se o achavam ridículo, ou se achavam interessante, engraçado. Não importava, queria apenas ver aqueles rostos tristes ganharem brilho e felicidade.  Aos interessados distribuía os outros narizes. Qualquer simples sorriso tinha uma sensação de dever cumprido. E continuou a fazer isso durante aqueles dias, pitando com sorrisos aquelas pessoas tão tristes.

Certa vez ofereceu um nariz daqueles para uma moça que bradava contra o cobrador que lhe passara por engano o troco errado. A mulher brava, pegou o nariz e jogou no chão, mandando-o sair de seu caminho. O jovem sentou-se cabisbaixo na sua poltrona, e lágrimas sinceras, quão raras tem se tornado elas, escorreram-lhe pelo rosto.  Começou a pensar o quanto inútil era tudo aquilo.

Em casa num ato de desespero, jogou todos seus narizes pela janela. Decidira não fazer mais nada para mudar aquilo. Tinha perdido a fé.

O destino tem dessas coisas, um médico de um hospital próximo passava pela rua naquele momento.  Encontrou aqueles narizes de palhaço espalhados pela rua. Ele trabalhava com crianças que tinham câncer. Lembrou-se daquele filme, de um medico maluco dos Estados Unidos que usava um nariz de palhaço para alegrar seus pacientes, foi então que lhe surgiu uma ideia; iria colorir um pouco aquele ambiente cinza em que vivia. 




domingo, 25 de março de 2012

Reflexões de fim de noite

Se fosse empresário e tivesse grana investiria no setor das bebidas alcoólicas, ou em outros tipos de drogas, caso fossem lícitas (cocaína, maconha, LSD etc). Faria isso porque não é difícil perceber o quão caótico é essa sociedade em que vivemos. As pessoas se drogam o tempo todo, e vêm na droga, sobretudo o álcool por ser licito, a única forma de uma rara felicidade, um reles momento de prazer. Não precisa se esforçar muito para ver isso, olhemos ao nosso redor. 

Temos uma juventude sem perspectiva, que quer aproveitar a qualquer custo este momento da vida, pois sabe que no futuro será um adulto chato e cheio de responsabilidades. E olhemos todas estas pessoas que convivemos todos os dias, trabalham em empregos que odeiam, passam cinco, seis dias esperando o fim de semana, que é quando livres momentaneamente da escravidão imposta por este sistema, vão poder sair de si por algumas horas, e ter um raro momento de prazer com os amigos na mesa do bar. Se tiverem sorte encontrarão algum parceiro sexual que dure aquele fim de semana, ou pelo menos aquela noite de sábado.

Os que são casados em sua maioria, vivem vidas infelizes, apesar de muitas vezes quererem manter as aparências, mesmo percebendo que brincar de casinha não é lá tão legal como nos filmes de Hollywood. Estes também encontram nas drogas um refugio dessa situação, que cada vez mais, mostram os dados, terminam em divórcios turbulentos. 

Mas nem tudo é “desgraça”, alguns poucos encontram uma pessoa que realmente gostam, e isso deixa a vida mais leve, o que explica porque estas pessoas se droguem menos. Elas possuem um dos poucos laços de verdadeira felicidade, compartilham um verdadeiro sentimento. No entanto, nem tudo também são flores, quando este laço se rompe, é justamente no álcool que lá vão eles buscarem refugio. 

Como então criticar aqueles que tiram 30% do seu salario de escravidão, e veem na bíblia refugio melhor que o álcool, enriquecendo falsos profetas com a vontade de se livrarem desta tortura social? Vamos lá pessoal, só olhar ao redor, Marx a mais de um século atrás já havia dito que o capitalismo iria “fuder”, para usar um termo atual e de fácil compreensão, com as relações afetivas verdadeiras. Pois é caro amigo, ele estava certo, e o que temos hoje é uma sociedade doente. E enquanto isso o que fazemos? Nos drogamos e vivemos nossas vidas medíocres como se tudo isso fosse algo natural.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Espírito Natalino



-Mãe, eu não quero esse carro pequeno, quero aquele grande ali ó - dizia a criança esboçando um choro daqueles.

A mãe tentava acalmar a criança que sentou no meio da loja de braços cruzados e com lagrimas nos olhos e se negava a sair dali sem o brinquedo tão desejado. A esta altura chegava um homem, bem vestido, com os habituais terno e gravata, para se juntar aquela cena. Imaginei ser ele o pai da criança, além de empresário. Depois de alguns minutos de uma conversação que parecia incessante, e havia tirado minha atenção dos CDs e DVDs que “foleava” na prateleira da loja, o casal saiu, junto com o garoto, segurando seus dois pacotes (o carro pequeno, e o grande por qual tanto insistiu) rumo ao carro, este maior ainda, importado do outro lado da rua.

Era véspera da véspera de Natal, e todas as lojas daquele centro comercial encontravam-se repletas de gente, e enfeitadas com aquelas decorações clichês desta época. Muitas cores fortes, e promoções a perder de vista. Isso só aumentava minha repulsa a esta época que nunca fui fã. Acho que é porque na infância minhas cartas para Papai Noel nunca tinham respostas, por mais que na TV os filmes de fim de ano mostrassem o contrário.

Peguei meu CD, que tanto demorei para escolher, e fui para a fila gigante do caixa  que aumentava a cada minuto que se passava. Odiava pegar fila, mas como eu não tinha pressa naquele dia esperei pacientemente.

- ...aff, eu não suporto aquela perua. Só imagino que vestido ela vai usar amanhã na ceia, dessa vez encomendei o meu para ela não imitar novamente.- falava enquanto uma outra mulher ouvia atentamente.
- Mas não é amiga, ela é muito cínica. Se eu fosse você...- a mulher com quem falava a cutucou com o cotovelo para que parasse de falar.
- Olha, ela vem ali.- preveniu a companheira.
-Oi amiga, quanto tempo, que saudade de você...

Neste momento havia chegado minha vez de ser atendido, e deixei de observar as mulheres que se abraçavam e se beijavam aproveitando o clima natalino.

No caminho para casa, vendo os barracos e casas pobres da comunidade que ficava nos arredores do comércio refletia sobre as cenas que a pouco havia presenciado. Foi quando vi uma criança, suja, mal vestida, que corria alegremente com um cordão que segurava uma espécie de carro produzido com uma garrafa. Aos poucos percebi que ela ia em direção a uma outra criança, de expressões tristes que estava sentada a contemplar um outdoor que ficava nos arredores da comunidade. O menino que brincava com seu carro improvisado, depois de trocar algumas poucas palavras com a criança que estava sentada entregou-lhe o cordão com a garrafa que havia sido transformada em brinquedo. As feições antes tristes daquela criança que se encontrava sentada, se transformaram num sorriso que me fez esquecer, pelo menos por um momento que era época de Natal.

sábado, 22 de maio de 2010

O Povo é Politico

       

         No ultimo dia 19, quarta feira, aconteceu algo histórico na luta contra a corrupção em nosso país, foi aprovada pelo senado a lei da Ficha limpa, que impede o registro das candidaturas de candidatos que respondem por crimes graves na justiça. O projeto agora segue para a sanção do presidente Lula.
            O fato de uma lei dessas ser aprovada num país como o Brasil, que é marcado pela corrupção, já é de uma importância tamanha, levando-se ainda em conta que graças a ação popular ela conseguiu ser votada e aprovada, se torna um fato mais importante ainda.
            Para quem não conhece o projeto da Ficha Limpa, ele foi organizada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que utilizou a internet para causar uma mobilização na população brasileira e conseguir levar o projeto a votação. Foram mais de dois milhões de assinaturas digitais a favor da aprovação do projeto, através do site Avaaz, um site de mobilização global que tem o intuito de possibilitar uma maior participação do publico em questões de cunho social em volta do globo. Avaaz significa voz em algumas línguas asiáticas, e o objetivo frisado pelos criadores é que o site tem “uma simples missão democrática: acabar com a brecha entre o mundo que nós temos, e o mundo que queremos.”.
            Mesmo sendo levado para a votação, alguns deputados queriam mudar o projeto, mas de novo através da Avaaz o povo conseguiu que se mantivesse o original sem as emendas que favoreceriam a certos candidatos. A luta agora é para a lei começar a valer já nestas eleições, apesar da pressão por parte de alguns deputados e senadores que consideram a validade imediata dela inconstitucional.     
            O projeto da lei da Ficha Limpa é uma grande vitoria da democracia brasileira, é a prova de que o povo tem o poder de tomar decisões políticas não só de dois em dois anos. Que este fato sirva de exemplo para lutarmos por um país mais justo. Participe desta luta. http://www.avaaz.org/po/.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Lembraram que existe o Haiti!

O mundo mais uma vez volta seus olhos para mais uma tragedia, o terremoto no Haiti, que segundo estimativas matou cerca de 200 mil pessoas. O acontecimento desancadeou uma onda de solidariedade das diversas nações mundiais.
O Haiti sempre foi deixado de lado, principalmente por ter sido a única colônia das américas em que os escravos africanos conseguiram tomar o poder, 400 mil escravos se rebelaram contra 30 mil colonos, se tornando um país negro. E assim como a África, se tornou uma parte do mundo esquecido, largado a própria sorte.
Nos ultimos anos o Haiti vem sofrendo uma intervenção no minimo duvidosa da ONU(ou seria EUA?!) com intuito de intaurar uma suposta paz.
fato é que, em tempos comuns nada é feito pelas periferias globais, sem que estejam recheados de interesses econômicos. O comentario do cônsul-geral do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine, reflete o pensamento das grandes potencias mundiais. "Acho que de tanto mexer com macumba, o africano tem em si uma maldição. Todo lugar que tem africano tá foda". Foda caro cônsul, foi o "holocausto africano", onde milhões de negros foram arrancados de seu continete, morrendo boa parte no caminho para o "Novo Mundo". E os que chegaram, construiram as riquezas das hoje potencias, que ingnoram o continete. Essa é a "maldição que o africano te em si", cor da pele ainda significa poder.
Neste ano será relaizada a primeira Copa do Mundo de futebol na Africa. Seria um sinal de que as coisas estão mudando? Ao que parece não, um site alemão hoje vende coletes a prova de balas personalizados com as bandeiras das seleções que vão à Copa.
O que países como o Haiti necessitam, é de ajuda a todo momento, não só em tempos como esses, é preciso que as potencias globais, que são as principais culpadas pelo estado destes países, preocupem-se menos em expandir seus impérios, e olharem, sem interesses próprios, para os países miseráveis.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

As faces da América Latina

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Por – Ivanicki Flaubert¹
Revisão – Sarah Moura²

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Há uma ‘’trincheira’’ continental e ideológica onde a América Latina reside em um passado colonial e uma contemporaneidade repetitiva. Sobretudo, resiste forte e “perene’’ diante de situações deploráveis no qual se encontra o continente Latino Americano.
Propaga - se uma “anarquia” onde os grandes impérios tiram seus substratos e deixa como herança ditaduras e uma miséria que assolam o continente como um todo. “Em suas magras tetas mama – se um polvo chamado neoliberalismo”, que programa uma globalização como fábula (Santos, 2000).
As diferenças locais são profundas. Há um estado canceroso onde os interesses se perpetuam buscando não soluções, mas benefícios exclusivos, onde tudo se torna europeu ou norte americanizado.
Suas veias abertas sangram! Eduardo Galeano, Emiliano Zapata, Darcy Ribeiro, Che Guevara e tantos outros protagonizaram e protagonizam manifestos e revoluções para formar e incrementar a identidade, a valorização e a formação sócio – cultural e política deste quintal universal , chamado AMÉRICA LATINA .

domingo, 3 de janeiro de 2010

Somos todos brasileiros

Pra começar o ano com mudança!!


Muito se fala da visão equivocada e preconceituosa que o Brasil possui no exterior, sobretudo nos países desenvolvidos, a de país que possui apenas futebol, carnaval e belas praias.
Entretanto se nos atentarmos para dentro do país, veremos que nele existe dissidências, preconceitos e estereótipos, apesar de sofrermos do mesmo externamente. A divisão geopolítica brasileira, e a forma como pensa as populações dessas regiões sobre as demais, evidencia esse nosso "preconceito interno". Os "sulistas" (refiro-me as pessoas do sudeste e sul) tem preconceito com relação aos nordestinos, e demais regiões, devido ao sudeste e sul serem as regiões mais desenvolvidas do país, pelo menos em termos econômicos. Em São Paulo baiano é sinônimo de preguiça, ou festeiro, o mesmo ocorre com o paraibano no Rio de Janeiro.
A dissiminação destes esteriotipos está na mídia, e como as principais e mais influentes empresas de comunicação se encontram no sudeste, há a maior evidencia de discriminação pra com as outras regiões.
O problema toma outra dimensão se pensarmos que o mesmo preconceito e aversão ocorre na relaão interior/capital em todo o país.
O povo brasileiro é fragmentado, e parece não se ver como um único povo. O Brasil só dará o primeiro passo para ser respeitado no exterior, quando o sentimento de nacionalismo presente na copa do mundo, esteja presente em cada brasileiro a todo tempo, aí sim podemos começar a pensar nosso país como uma potência.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Falta Tolerancia

Não consigo entender a insensatez humana, esta falta de tolerancia que nos afunda cada dia mais. Sofremos com isso na rua, no ambiente de trabalho e em tantos outros varios lugares.
O que me fez refletir mais uma vez sobre isso foram alguns debates, que eram para ser saudaveis, em algumas comunidades da qual participo num site de relacionamento da internet, classificadas como arte e entretenimento. Qualquer opinião divergente, ou até mesmo falta de informação é tratada com sarcasmo, e ofensas. Como se a pessoa que cometeu o erro, equivoco -ou nem isso- (eu achei que essa ainda fosse uma caracteristica do homem), fosse inferior.
Mas chego mais uma vez a conclusão de que a internet, como a televisão e tantos outros meios, que toricamente eram para entreter, são reflexos do próprio mundo. Falta tolerancia, falta afeto, quando é que vamos aprender a ser "humanos", ou o que nós consideramos humanos?
"Vocês vão fazer alguma coisa pra consertar as suas proprias vidas? Não adianta concertar o resto tem que concertar a gente, ajuda pra caramba!"(Renato Russo)

sábado, 22 de agosto de 2009

"Mudaram as estações e nada mudou"

Cliente apanha acusado de tentar roubar o próprio carro

"O segurança e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi agredido por seguranças do supermercado Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele foi confundido com ladrões e considerado suspeito de roubar seu próprio carro.Segundo o cliente, enquanto a família fazia compras, na noite do dia 7, ele esperava no carro com a filha de 2 anos. O alarme de uma moto disparou e ele viu dois homens correndo. O dono da moto chegou em seguida. Santana desceu do carro e achou que os bandidos tinham voltado. Um desses homens sacou uma arma e Santana correu. No chão, chegaram a lutar até que um terceiro homem, que se identificou como segurança da loja, retirou a arma e pisou na cabeça de Santana. Segundo ele, cinco homens, que não vestiam uniformes, o levaram até um quartinho onde o espancaram.

"Eles falaram que eu ia roubar o EcoSport e a moto. Quando dizia que o carro era meu, batiam mais." Quando três policiais militares chegaram ao local, Santana explicou que seus documentos estavam no carro. "Eles riam e diziam: 'Sua cara não nega'. Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia". De tanto insistir, foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir a documentação, os policiais foram embora. "Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender", diz ele. O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo."
Fonte:http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=1211800
È lamentevel ver cenas como essa ainda acontecerem no brasil, onde o homem é julgado pela sua aparencia. Todos conhecem de cor e salteado a historia do povo negro no brasil, e sabemos da dificuldade que enfrentam, mas ainda existe pessoas que acham que ser negro é sinonimo de crime. Fatos como esse me fazem acreditar que nada em nosso país mudou, e que o sonho de Martin Luther King( do seu celebre discurso "I have a dream") ainda está longe de se concretizar.



terça-feira, 11 de agosto de 2009

Brasil composto de africa

Escrevi o seguinte texto para um concurso de redação do meu colegio, inicialmente não gostei, mas acabei ficando em segundo lugar.Ele é uma critica a noss visão da Africa.

Brasil composto de África

Na atual sociedade brasileira há um estereótipo de negação da cultura negra, ele é passado nas nossas escolas, televisões, jornais e até mesmo em nosso modo de falar e de agir. Pouco se discute África, sem se falar de escravidão e subalternidade.
A cultura africana é a principal base da nossa, ela é mais do que uma simples influencia. Entretanto, nos livros didáticos, estudamos uma história eurocêntrica, e o que se fala da África, se restringe a escravidão, não é citado os pontos positivos do continente. É esquecido a forma com que os negros foram literalmente “ arrancados” de suas terras natal.
Essa visão não se restringe aos livros didáticos, a mídia é um dos maiores difusores deste “estereótipo de negação da cultura negra”. Dificilmente se vê na TV algo da África que não seja imensos desertos, savanas, guerras civis e miséria. Este estereótipo também é alimentado por expressões usuais do cotidiano, tal como “a coisa está preta”, usado para descrever situações ruins. Esquece-se que somos negros, independente do fenótipo claro ou preto.
A cultura negra/africana é muito mais do que é mascarado pela sociedade. Ela está bem mais presente do que o que se imagina, é impossível falar de Brasil sem citar África. Se afirmar como negro, é se afirmar brasileiro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Crise de Originalidade


Outro dia, assistia um reality show na TV sobre cirurgias plásticas, o programa acompanhava um cirurgião e seu cotidiano. Naquele dia, havia uma garota que faria uma plástica em seu nariz para ficar igual ao de uma famosa atriz holiwoodiana. Comecei então a refletir sobre essa fixação pela aparência.
É incrível como as pessoas estão perdendo a originalidade, e se rendendo facilmente a certos padrões impostos, principalmente, pela mídia. Muitos querem vestir o que os atores e atrizes da TV vestem, mulheres querem ter o corpo de Gisele Bundchen, homens, os músculos de Brad Pitt. Até nossas crianças estão sendo influenciadas. Meninas desde cedo já sonham em ser modelos, e meninos querem ser fortes, como os personagens dos desenhos animados.
Estamos perdendo nosso gosto verdadeiro, pois somos induzidos a gostar daquilo que está na moda, e o que está na moda é aquilo que passa na TV, e é ressaltado nos outros meios de comunicação de massa. Você liga a televisão e se depara com uma apresentadora magra de cabelos lisos, muda então de canal e nele há uma atriz seguindo o mesmo padrão. Pega uma revista e é aquilo mesmo que aconteceu anteriormente e, aquela figura, passa a ser um objetivo, mesmo que para isso tenhamos que passar por cima de nossos gostos verdadeiros.
Por essas “ convenções modais”, acabamos tendo medo de ser originais, desprezando roupas, musicas e tantas coisas, com medo de sermos intitulados bizarros. Precisamos sim de cirurgias, mas não em nossos narizes, e sim em nossas vidas.
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