As lagrimas se misturam com as palavras
No vai e vem à dor é congelada, frisada num momento
Fotografia da dor, imagem sem ação
Letras harmonizadas aos soluços
Emana-se o choro do poeta
Nascido para sofrer
Escreve para confortar
Poesias são lagrimas
Derramadas sobre o papel
"As portas da perçepção foram abertas, tudo passa a ser como realmente é: infinito". O efêmero passa a ser intenso, mais intenso do que nunca. A vida é vista no seu sentido pleno, nada se esvai a ela. Não há mais fim nem começo, a mentira confunde-se com a verdade, no fundo sempre foi o mesmo. E...O portal da mente é aberto...
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Além do que os olhos podem ver
Uma postagem especial. Esta crônica é de uma grande amiga minha, e eu achei genial...Boa leitura.
Por Juliete Sales Martins
Por Juliete Sales Martins
Na correria e falta de tempo do dia a dia, os compromissos não nos permitem olhar pela nossa janela e ver o que existe além dela.
Mas, em um desses dias de tédio, em que se tem um monte de trabalho a fazer e nenhuma disposição, debrucei-me na minha janela e vi o de sempre: a oficina de meu pai, carros desmontados, sujos e uma meia dúzia de homens. Eles trabalhavam duro no conserto dos veículos, as suas mãos rudes lixavam, martelavam e manuseavam aquelas máquinas, cujo o som perturbam a mente de qualquer um.
Por um instante, percebi que pela janela não existia só uma oficina, eu estava diante de um ateliê de arte, onde aqueles carros, que parecem mais um ferro velho, depois de um longo processo, tornam-se novos como de fábrica.
Embora a meia dúzia de artistas não seja vistos como tal, não seria equívoco nenhum comparar as mãos ásperas deles com as de um escultor de barro, que produz aquelas peças lindas e tão admiradas, ou as fortes pistoladas de tinta com o deslizar de um pincel em tela.
O trabalho que aqueles homens desempenhavam com tanta determinação, dando gargalhadas, falando besteiras, não é muito valorizado nem visto dessa forma, pelo menos foi a primeira vez que o vi com outros olhos, os da sensibilidade.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
"Extintos"
Sereno o vento do fim de tarde que traz consigo as nuvens da tempestade que está por vir. Não tardará para chegar. Sentidos ao reverso da palavra, louca jornada transcendendo os limites razoáveis de razão.
São momentos de um mundo montado, desprezo a toda volta. Caras pintadas, e prestes a “explodir”. Esconde-se a loucura natural, está não tardará a surgir... E as gotas que caem vagarosamente do céu, o fogo da loucura não hão de apagar. Permanecemos sãs, extintos são extintos do ser, e tudo na verdade não passa de um grande teatro...Esta peça que assistem a todos e todos assistem a ela, não tem hora para acabar, nem fim, nem ao menos começo, não tem entrada nem platéia. Sobram atores, atrizes e sim... muitos protagonistas...poucos coadjuvantes
E o mundo ainda assim gira...e nós seguimos seu compasso, delimitados nestas linhas...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Enfermidade
E o desejo se faz ser dentro de ti.
E o suor escorre pelas mãos cada vez que a vê.
Seu corpo fica quente quase em febre.
A pulsação acelera, palavras se ofuscam.
Uma disritmia cardíaca faz o coração pular a boca.
-Mas o que está acontecendo.
Estou doente?
-Estás enfermo sim meu caro amigo.
-Mas que enfermidade é esta que me acometeu tão de repente?
-Esta enfermidade meu amigo, chama-se paixão.
-Não pode ser, mas...mas qual a cura para isto?
-Não existe cura, há apenas o suave deleite.
-Blasfemas de mim?
-Oh claro que não, não penses isto de mim. Afinal o “pior” ainda está por vir, será quando seu quadro se agravar e evoluir para amor...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Conversas e despedidas
- São muitos os muros que nos separam, nossa relação é impossível.
- Vamos tentar você me faz tão bem, sou apaixonado por você.
- Você me cobra algo que não sinto. O melhor é você me esquecer.
- Eu não vou te esquecer, gosto muito de ti, não quero te perder.
- É melhor, não quero te fazer sangrar.
- Que tolice!!- exclamou já exasperado- Você não vai me fazer sangrar
Ela de cabeça baixa permanecia calada
- Fala comigo, por que está agindo dessa forma?
- Não há muito que falar...
- Não entendo, estava tudo tão bem.
Ela permaneceu calada, e ele vendo a frieza em seu olhar dolorosamente desistiu da conversa. Aproximou-se, vagarosamente levantou o rosto dela, e sentiu o gosto de seus lábios pela ultima vez. Percebeu que o gosto não era mais o mesmo de outrora, seu mundo agora não era mais o mesmo de outrora.
Ele saiu deixando-a lá. Caminhou por um bom tempo, quando teve a certeza de que ninguém mais o via, chorou. E suas lagrimas misturavam-se as do céu, que como que adivinhando seu pensamento, também começavam a cair.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Armadura
Entre lanças e espadas
Deixei-me desarmar
Minha armadura foi quebrada
Lanças me fizeram sangrar
Atingiram meu calcanhar
Meu coração a penetrar
A morte foi prazerosa
Tão bela e suave...
Mas uma força me faz voltar
Tão bela e suave...
Mas uma força me faz voltar
Há muitos dragões a se derrotar
Varias aldeias a salvar
Muito sangue a derramar
Ponho de volta a armadura
Meu escudo e minha espada
Meu cavalo está selado
Pronto para a batalha
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Simulacro
Das profundezas sãs da mente
Fica mais fácil quando ela funciona
Bloqueando o mundo sem "alucinações"
Confundindo realmente o que é real
Das falsas entranhas que me comovem
Do falsos esboços, que não passam disso
E tudo que quero, achei encontrar
Como deixar a armadura se abrir
Deixar verem o blindado onde um frágil
Patético se esconde
Sem nem ao menos perceber
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Morrer e Viver
Morrer e Viver
É gostoso esse prazer
Saber esconder
É mais fácil não sofrer
Calar o mundo e deleitar-se
Das suas sombras respondendo
Hipóteses e ao vaga-lumes
Viver e morrer
Sempre aonde ir, em busca do seu
Próprio inferno para aquecer a
Alma que se enojou do céu
Anjos são bestas encurraladas e
Demônios seres belos e com asas
Morrer, para suprir a bolha vazia
No quintal de incertezas que são
Podadas para não sufocar a dona
Morte
Viver, para escandalizar os egípcios
E privatizar Sodoma e Gomora
Se ridicularizando até as vespes
Nas do dilúvio de fogo
Autor: Anderson Moraes
É gostoso esse prazer
Saber esconder
É mais fácil não sofrer
Calar o mundo e deleitar-se
Das suas sombras respondendo
Hipóteses e ao vaga-lumes
Viver e morrer
Sempre aonde ir, em busca do seu
Próprio inferno para aquecer a
Alma que se enojou do céu
Anjos são bestas encurraladas e
Demônios seres belos e com asas
Morrer, para suprir a bolha vazia
No quintal de incertezas que são
Podadas para não sufocar a dona
Morte
Viver, para escandalizar os egípcios
E privatizar Sodoma e Gomora
Se ridicularizando até as vespes
Nas do dilúvio de fogo
Autor: Anderson Moraes
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Mãe Guerra
A luta está armada
As crianças nas trincheiras
Com suas armas apontadas
Para a doce mãe malvada
Mãe de todas elas
Mãe das desgraças e mazelas
Mãe das nações e da miséria
Mãe Guerra
Seus filhos fardados à luta
Peças de um jogo sujo
De jogadores astutos
Contemplem
O caminho repleto de balas
Filhas da guerra
Do ventre das armas
Bombas
“Humanas mentes” lançadas
Advento do extermínio
E da desgraça
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Sem ti
Abandonou-me
Não deixaste resquícios
Nem palavras
Nem ao menos sorrisos
Sem ti
Tudo ao redor a desabar
Sem ti
Uma parte minha a faltar
O céu
Derramou suas lágrimas
Trovões
Anunciavam-se quando...
Eu vi!
Vi você voltar
A parte perdida de mim
Voltou ao seu lugar
sábado, 10 de abril de 2010
Lua tão distante

Olho para o céu e a contemplo
Lua, tão bela e distante
Aparece, e se vai
Por que não ficas Lua
E completa com tua beleza
Este louco sonhador?
Completa esse coração amargurado
Essa solidão que parece infinita
De um tolo, que um dia
Espera poder tocar-te
Coitado seja este tolo
Ele não possui asas para ir ao teu encontro
Só sentimentos que o peito ameaçam rasgar
Sentimentos...
Poderão eles um dia
Transforma-se em asas
domingo, 21 de março de 2010
"Futuro..."
Realmente não sei
De certo vejo incertezas
Um fim talvez?
Talvez um começo?
São mundos que deixo para trás
Mundos que vejo a minha frente
Fragmentos de uma vida
Momentos inesquecíveis
Ah... Lágrimas necessárias
São de dor?
Uma mistura de louvor
Muitos ficam para trás
Outros tanto vêm à frente
E o que será de nossas vidas?
segunda-feira, 8 de março de 2010
A luz se apaga

Da minha mão você se esvai
Como água ou areia
Foi vagaroso o súbito
Quantos jardins ficaram por nascer
Sob a luz da lua
A terra se tornou infértil
E as flores são dores
As estrelas se esconderam
E o sol se nega a voltar
Pois sabe que não verá a luz
Não haverá a luz do luar
Sobram-me perguntas retóricas
Que não possuem respostas
Falta-me a luz que se apagou
E o que me resta são sobras
Sombras de você
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Mente Gentil Mente
A mente gentil mente
Mente para o coração
Mente para emoção
Mente para paixão
A mente mente para a gente
Porque a mente é razão
O coração é emoção
A mente então gentil mente
Pois quando se trata de amor
A mente gentilmente mente
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Um olhar

Um olhar e tudo paraece parar. Voçê não sabe o que está olhando, não tem controle sobre seus olhos, eles estão estaticos. Talvez observem o além do além do horizonte. E tudo a sua volta parece parar, voçê perde a completa noção do tempo, não sabe se se passaram segundos, minutos horas....
A unica coisa que existe é um olhar, um estado de transe e subjetividade. Tudo vai se intensificando, já não se ouve o mundo exterior, este é um momento seu, só seu, um portal para seu mundo. Nada importa, problemas, discussões, alfazeres...
-Terra chamando!!!!!!
Tudo é interrompido por uma mão que intercala seu olhar. E voçê é posto contra vontade de volta ao duro e cruel mundo real.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
DejaVu
Somos tão previsíveis
Nossos dias parecem pré determinados
Vemos pessoas, lugares, carros, placas...
Tudo que vemos ontem
Toda nossa vida se repete
Como uma fita cassete
Programada para dar play, todos os dias quando amanhece
Uma dura rotina de banalidades
Que acontece e repete
O palhaço que te faz rir quando voçê quer chorar
A pessoa amada...
Discussões, imagens, falas, expressões...
E mais do que certamente, há alguem a observar
E de tudo isso em uma poesia tentará falar
Como somos previsiveis
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O Grão Homem
Sentado fico a observar os grãos de areia.
Eles são tão harmonicos, e maleaveis.
O vento os joga um contra o outro e eles não resistem
Não lutam contra essa força que devasta
Preferem se acomodar ao invés de lutar
São levados, deformados.
E o que fazem, pra mudar o destino?
O que fazemos para mudar o nosso destino?
Lutamos contra o vento, ou ele nos leva com toda sua força?
sábado, 5 de setembro de 2009
Não sei o que escrever
Não sei o que escrever
E nestas linhas
Mesmo assim escrevo
Escrevo sobre mim
Sobre voçê
Na verdade estou cansado de saber
Como é dificil de se ter
Dificil de se ter o que escrever
Quando seu unico pensamento
Segue a direção do vento
E inevitavel que em qualquer momento
Não venha a lembrar do meu sofrimento
Da luta que é o desejo
Que se remói no peito
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